Em meus estudos bibliográficos na Biblioteca do CAIC- Seropédica, onde trabalho como bibliotecária de apoio técnico, encontrei um livro muito interessante para enriquecer este blog.
O livro "História da Cidadania:Cidadania no Feminino", da FNDE( Fundação Nacional do Direito à Educação", foi publicado pela editora Contexto e tem como organizadores Jaime Pinky e Carla Pinky. A página 494 abriga o capitulo: Brasileiras, cuja autora Maria Lúgia Quantim de Moraes fala sobre a situação da cidadã mulher no Brasil.
O texto aborda a situação econômica que se encontra o nosso país. Conta que o Brasil é um dos quadro países do mundo com maior concentração de riqueza e desigualdade social. Mas o que é essa desigualdade ? A concentração de lucro na mão de poucos e a maior parte da população vivendo na pobreza. Entre os mais atingidos por essa má condição financeira está a mulher brasileira. Isso acontece devido a diferença salarial entre a mulher e o homem, que geralmente assumem as responsabilidades doméstica e familiares. " As mulheres brasileiras, discriminadas e oprimidas, como na maior parte das sociedade, continuem, entretanto, um dos segmentos que mais se destacam na luta pela universalização dos direitos socieias, civis e políticos."
É a sociedade que define os usos, costumes e valores do ser humano, de acordo com o gênero. Ser mulher, socialmente falando, tem amarras e discriminações que estão impregnadas no "sistemas organizados que abrangem toda existência: política, religião, conceito de beleza, economia, costumes, corpo, saúde, dor e até na morte." (Anésia Pacheco Chaves)
A representatividade da mídia jornalística e cinematográfica preocupa-se muito pouco em fugir dos esteriótipos e criar uma visão igualitária da mulher. Para que seja possível problematizar essa questão, é preciso compreender o sistema familiar, a organização econômica, os sistemas jurídicos e religiosos que concebem o lugar que a mulher deve ocupar na sociedade. A partir ideologia do que é "próprio para mulher " entenderemos como somos afetadas na esfera do trabalho remunerado, nas responsabilidades do lar e dos filhos e no acesso à educação que só foi permitido a mulher brasileira em 1827.

Nenhum comentário:
Postar um comentário