terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Perfil: A produtora



Roberta Costa, 35 anos.

 Você é da área do cinema?
Roberta: faço parte de um coletivo de mulheres no audiovisual temos 2 filmes finalizados e um em processo as meninas que marquei fazem parte, além de atuarem exclusivamente na área.

Qual é o seu papel nos filmes produzidos?
Roberta: Produtora e concepção artística.

Você pode me contar um pouco de como você faz para produzir filmes? Quais são os maiores desafios e o que você mais gosta de fazer?
Roberta: Eu faço parte de um coletivo de mulheres. se chama mulheres de pedra. nós produzimos algumas ações na nossa casa, em pedra de guaratiba. dentre elas saraus e performances. acontece que depois dessa facilidade maior em acessar equipamentos e ferramentas de audiovisual, as pessoas começaram a registrar nossas ações e ficava tudo muito bonito, sabe? Algumas dessas pessoas eram nossas amigas e algumas das mulheres do coletivo também trabalhavam com audiovisual, eu já havia produzido algumas coisas ,outras de nós já estavam no cinema e começamos a querer nos registrar. Será que o nosso registro, por nós mesmas, seria diferente? melhor, pior? Então, veio o “Festival 72h” e resolvemos investir nessa aventura chamada cinema, participamos em 2015 eassim começamos. Fazemos na guerrilha, né? A captação de recursos ainda é um problema para os pequenos. Especialmente no nosso caso, com projetos autorais e que a temática é gênero e raça. Eu sou produtora. Gosto de ver a coisa tomando forma, do nosso jeito. Na nossa lógica (que é baseada na colaboração, no empoderamento preto feminino e na economia solidária).



Gostaria de saber a parte específica de gênero e raça, poderia falar mais um pouco ?

Roberta: Então, quando decidimos fazer o “Elekô”, num momento da montagem da equipe, percebemos que éramos apenas mulheres e isso podia ter mudado no meio do caminho, mas decidimos bancar. Começamos a identificar as funções em que as mulheres não estão, seja por não dominar a técnica ou até o equipamento. Quando falamos de mulheres negras, a coisa piora, se não conseguimos estar atrás das câmeras, vai saber como nossas histórias vão ser contadas, né? Embarcamos no desafio da equipe de mulheres e com protagonismo preto. Seriam as nossas histórias, com nossa estética, do nosso jeito e estamos aí tentando e a gente acaba levando isso pra vida, saca? Hoje quando contrato em qualquer projeto, isso é uma preocupação, é um ponto que precisamos pensar: onde nossas manas estão atuando, saca? Eu acho, de verdade, que é por aí que vamos mudar o mundo, temos de dominar as técnicas do audiovisual e ir contar nossas histórias.




Aqui tem um link com video sobre o processo criativo: 72Horas - Entrevista com as Mulheres de Pedra

Aqui uma entrevista sobre o coletivo Mulheres de Pedra: Grupo de mulheres usa arte como instrumento de preservação da cultura negra

Se quiser marcar o perfil é aqui: Elekô

Perfil Mulheres de Pedra

Perfil do novo filme que estamos lançando QUIJAUA: Quijaua O Filme

https://www.facebook.com/events/604730763063962/

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