terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Perfil: A camêra e artista visual

Aline Chagas, 24 anos 

Conte um pouco de sua experiência com o cinema ? 
Aline:  Então, eu tenho interesse em audiovisual desde a adolescência. Fiz alguns cursos livres, onde tive meu primeiro contato. Posteriormente tive a oportunidade de ser aprendiz na Rede Globo, como câmera, mas ainda era uma vertente mais mecânica do que eu gostaria. Há um ano atrás comecei a fazer escola de cinema voltada pra Direção, e nesse curso pude de fato entrar em contato com esse universo. Sempre tive vontade de trabalhar nessa área, juntamente com meu trabalho como artista visual. Então,tento botar isso em prática nos exercícios que são cobrados no curso. Fora isso, trabalho por minha conta. Tento colocar minhas ideias em prática e trabalho com uma amiga nesses projetos que envolvem arte e cinema. Sempre nós duas sozinhas. Acredito que não haja ainda um espaço aberto pra nós, e também vejo poucas mulheres em relação aos homens nesse mercado. No curso mesmo não tivemos um enfoque nas cineastas importantes.. Não há muita divulgação desses nomes, ao meu ver. Justamente por isso acho importante seguir fazendo. Seguir colocando as ideias em prática.

Você já sofreu algum constrangimento nesse ramo por ser mulher?
Aline: Não sei se posso chamar de constrangimento. O que eu sinto é que isso varia de acordo com quem você trabalha e qual função você executa. Pelo menos na maior parte das vezes. A questão é que ocupamos muito pouco. Não há muitas mulheres ocupando esses espaços, mas independente disso a gente depende de todas as funções pra coisa funcionar.

Você já sofreu algum tipo de preconceito por ser mulher?
Aline: Sim. Alguns. Acho que ainda há uma visão de que não somos capazes de ocupar alguns espaços.

Quais são suas expectativas para o futuro do cinema nacional?
Aline: Minha expectativa é seguir fazendo parte. Seguir fazendo. E que haja mais espaço pra quem tá começando.


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