Aline Chagas, 24 anos
Conte um pouco de sua experiência com o cinema ?
Aline: Então, eu tenho interesse em audiovisual desde a adolescência. Fiz alguns cursos livres,
onde tive meu primeiro contato. Posteriormente tive a oportunidade de ser aprendiz na Rede
Globo, como câmera, mas ainda era uma vertente mais mecânica do que eu gostaria. Há um ano
atrás comecei a fazer escola de cinema voltada pra Direção, e nesse curso pude de fato entrar em
contato com esse universo. Sempre tive vontade de trabalhar nessa área, juntamente com meu
trabalho como artista visual. Então,tento botar isso em prática nos exercícios que são cobrados
no curso. Fora isso, trabalho por minha conta. Tento colocar minhas ideias em prática e trabalho
com uma amiga nesses projetos que envolvem arte e cinema. Sempre nós duas sozinhas.
Acredito que não haja ainda um espaço aberto pra nós, e também vejo poucas mulheres em
relação aos homens nesse mercado. No curso mesmo não tivemos um enfoque nas cineastas
importantes.. Não há muita divulgação desses nomes, ao meu ver. Justamente por isso acho
importante seguir fazendo. Seguir colocando as ideias em prática.
Você já sofreu algum constrangimento nesse ramo por ser mulher?
Aline: Não sei se posso chamar de constrangimento. O que eu sinto é que isso varia de acordo
com quem você trabalha e qual função você executa. Pelo menos na maior parte das vezes. A
questão é que ocupamos muito pouco. Não há muitas mulheres ocupando esses espaços, mas
independente disso a gente depende de todas as funções pra coisa funcionar.
Você já sofreu algum tipo de preconceito por ser mulher?
Aline: Sim. Alguns. Acho que ainda há uma visão de que não somos capazes de ocupar alguns
espaços.
Quais são suas expectativas para o futuro do cinema nacional?
Aline: Minha expectativa é seguir fazendo parte. Seguir fazendo. E que haja mais espaço pra quem tá
começando.


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