terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O CINEMA E A COMUNICAÇÃO


O cinema é um ponto de vista da realidade. Quando este ponto de vista é unilateral, causa exclusão e preconceito. Quando a narrativa do filme é embasada em noções sobre a realidade social, o enredo trás autonomia para os grupos não hegemônicos. As mulheres, mesmo sendo maioria da população no mundo, são sub julgadas ao patriarcado.
Para ser comunicadora é preciso pensar a vulnerabilidade presente na identidade das pessoas que serão representadas no discurso. A luta contra-hegemônica acontece nos meios de comunicação e o cinema pode ser considerado um deles. Mesmo que o objetivo concreto da indústria cinematográfica seja entreter, esse meio acaba criando comoção ao transmitir sua mensagem. É muito importante elaborar estratégias discursivas que incluam novos personagens e novas vivências nas histórias dos filmes. Quando as pessoas vão para o cinema, projetam identificação naquilo que está sendo mostrado, interpretado e relatado. Os cidadões levam o conteúdo dos filmes para além das poltronas e salas, mas também para suas vidas. Compreender que a narração desperta no telespectador uma reflexão filosófica.
Portanto, o cinema é um espaço de criação filosófica do ambiente social. A hegemonia normativa da mídia foi transportada para as telas e isso precisa ser mudado. Em nossa época, com a expansão do conhecimento sobre minorias e principalmente representação do cidadão, a composição do elenco cinematográfico expandiu e pode expandir ainda mais para a igualdade. O empoderamento feminino presente nos ideias propostos em alguns filmes atuais causa uma ruptura com o pensamento retrógrado sobre a mulher.

Então, levando em consideração que o poder da mídia depende de um contexto, de filtros e situação históricas, fica ainda mais complicado descontruir os estigmas do racismo, machismo e opressões quando o senso comum se repete. De acordo com Nanette Braun, da ONU Mulheres: “A mídia cia uma visão de mundo que se entranha profundamente na percepção das pessoas de como as coisas são. A maneira como as mulheres são retratadas perpetua atitudes discriminatórias e sexistas e a noção de que meninas e mulheres ‘não contam’”

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